O Brasil passará a ser o sétimo maior consumidor de energia mundial em 2030, ultrapassando países desenvolvidos como a França e Alemanha. Essa é uma das conclusões de estudo realizado pela Ernst & Young e FGV Projetos sobre os desafios do mercado de energia nacional, apresentados em um estudo desenvolvido com perspectivas conservadoras de crescimento nacional, onde o crescimento da demanda nacional por energia até 2030 será de 3,3% ao ano.
Essa condição obrigará o País a investir cerca de US$ 750 bilhões nos próximos 22 anos, o que equivale afirmar que 3,8% dos investimentos em energia serão feitos em território nacional.
Segundo a Fundação Getulio Vargas, o consumo nacional passará de 223,2 milhões de toneladas equivalentes de petróleo para 468,7 milhões.
Para um dos coordenadores do estudo pela FGV, Fernando Garcia, o preço médio do petróleo deverá se estabilizar no nível de US$ 60 e que esse valor abre uma oportunidade ao Brasil de ganhar com os biocombustíveis, fato que não aconteceria se o barril de petróleo estivesse cotado a US$ 20, nível que inviabiliza fontes de energia renováveis.
O estudo foi apresentado em conjunto à Abrace em função da necessidade da oferta de energia competitiva e de qualidade. De acordo com o sócio da Ernst & Young, José Carlos Pinto, o Brasil ganhará destaque como fornecedor de energia por meio das jazidas da camada pré-sal, que associado ao consumo interno do etanol, elevará o País à condição de exportador de gasolina.